A quatro dias do confronto inaugural da Copa do Mundo 2026, a Seleção Brasileira segue nos treinos nos Estados Unidos, mas o técnico Carlo Ancelotti ainda não revelou qual será o time titular para enfrentar o Marrocos, no próximo sábado (14).

A palavra de ordem no grupo canarinho é versatilidade. O treinador italiano tem apostado em atletas capazes de exercer diferentes funções táticas ao longo de uma partida, o que dificulta a leitura dos adversários e aumenta as opções disponíveis durante os jogos.

O atacante Matheus Cunha é um dos exemplos dessa flexibilidade. Com passagens por diferentes posições ao longo da carreira, ele hoje é peça importante tanto no setor ofensivo quanto na pressão defensiva. Raphinha, Rayan e Endrick também podem atuar pelas pontas ou de forma mais centralizada, dependendo da estratégia adotada.

No meio-campo, a Seleção conta com perfis distintos: Danilo Santos e Lucas Paquetá são capazes de desarmar e criar jogadas, enquanto Casemiro e Bruno Guimarães aliam a marcação à capacidade de balançar as redes. Já na defesa, jogadores como Danilo e Ibañez, originalmente zagueiros, se adaptaram à função de laterais e disputam espaço na posição.

"Independente da posição que for, eu me sinto pronto. Seja de lateral, seja de zagueiro, estarei pronto para representar meu país", declarou Ibañez.

A delegação brasileira está concentrada em Nova Jersey, região tranquila e afastada do agito de Nova York, uma escolha estratégica para dar mais privacidade e sossego ao grupo antes da competição.

Do lado marroquino, há uma baixa importante confirmada: o atacante Abdessamad Ezzalzouli, do Betis (Espanha), sofreu uma lesão no joelho durante o amistoso contra a Noruega (empate em 1 a 1) e está fora do duelo contra o Brasil.